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domingo, 4 de março de 2012

Saramago

A simplificação da linguagem. Saramago e a volta às cavernas.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

A distinção entre "leichtfertig" e "gelehrt": eine Einleitung

Everton Maciel, pós-graduando em qualquer coisa muito importante para ser compartilhada com os latino-americanos

Vamos fazer um rápido manual para mostrar como textos sem o menor fundamento podem adquirir status e profundidade acadêmica, devido às firulas, confetes e outros artifícios afrescalhados utilizados pelos seus intemperantes redatores.

No meio academicista, é fácil efetuar textos absolutamente obsoletos utilizando verbos diferentes e sinônimos mais interessantes para a mesma ação do agente das frases. À guisa de introdução, é importante ressaltar que, mesmo desempenhando tarefas irrelevantes, um agente tão indispensável quando um figurinista de folhetim eletrônico tem a oportunidade de fazer uso de verbos fabulosos para desempenhar suas funções semânticas. Precisamos asseverar que os verbos purpurinados são os Soberanos Supremos da firula redacional. Com prática e um dicionário de sinônimos, um simples “fazer” transforma-se num meticuloso “desempenhar”. Adjetivos e substantivos carnavalescos, quando instalados ao lado de verbos luminosos, não exercem influência nenhuma no texto. Desta feita, você pode minutar as bobagens que quiser, e ninguém empregará nenhuma importância a elas, graças a sua capacidade de fazer o fácil se comportar de uma maneira difícil. E, se um texto acadêmico for difícil de ler, o sucesso é garantido.

Outrossim, existe no meio acadêmico a implicação da possibilidade da afirmação da redação. Não entendeu? Não importa. O importante é que um inciso precisa muito ter seus parágrafos começando com conjunções inexplicáveis. “Porém” e “mas” não devem ser utilizados. “Além disso” deve ser substituído por “ademais” e assim por diante. Um verdadeiro verborrágico academicista não pode se curvar diante da tentação da simplicidade. Um bom texto precisa, de forma resoluta, parecer a vanguarda da retaguarda. Contudo, não se olvide de parecer complexo e não perca o ar de supino. Lembre-se: a importância do seu texto depende do fato de que as pessoas não compreenderem o que ele quer dizer.

Não obstante, a imputabilidade das coisas que você escreve será anulada se você for mais intelectual que elegante. A elegância é infantil demais. Na academia, não pode-se sobreviver com coisas simples. É preciso criar regras novas e superar paradigmas da linguagem. Nunca esqueça-se de usar a palavra paradigma em alguma estação do seu texto! Na argumentação acadêmica, um paradigma corresponde à flâmula americana tremulando nos filmes de guerra.

Se a regra diz: “uma negação exige que a reflexão seja posta na frente do verbo” e você notar que muito mais significante é escrever “não pode-se”, dispense a regra. Você é o acadêmico; você elabora as regras que lhe convém. É de você que depende o progresso intelectual do terceiro mundo. Aos reles plebeus, resta a conformidade e a imitação daquilo que você emprega.

Consoante com essas nossas orientações é preciso acrescentar que o sucesso acadêmico das pessoas no ambiente universitário é inversamente proporcional à simplicidade dos textos que elas publicam. Como você ambicionará uma complexidade nas suas propostas teóricas com textos acriançados? A definição de “estilo literário” é polêmica... ops! Polêmica, não: controversa! Para fins referenciais, precisamos compreender que “estilo” é uma forma linguística característica de um determinado agente ou grupo. Se seu texto não tem estilo próprio, o dolo é seu! Não importa que você não tenha estilo. O importante é que você pareça ter um!

Com vistas ao fim último, em hipótese alguma esqueça-se de colocar no seu texto um título prolixo e utilizando alguma língua vernácula culta. Não caia em tentação da obviedade. O inglês é uma língua contemporânea e inculta. Opte pelo alemão, latim ou grego. Alguma língua morta de significância intrínseca para a academia sempre cai bem. Ao delinear sua escrita com este feitio, não se observar-se-á a diferença entre o frívolo (leichtfertig) e o erudito (gelehrt).

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore

Minha colega e amiga, Carol Trennepohl mandou por e-mail. A direção é de William Joyce e Brandon Oldenburg. Uma história com começo, meio e fim só explicada no fim. Muito bem projetado.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

O Ódio

O Ódio (La Haine, 1995) foi o filme escolhido pelo Dr. Luiz Eduardo Rubira para encerrar o "Ciclo de Cinema: a filosofia e o cinema político". Participei do evento, mas não dos debates. Não gosto de debater. Minha opinião é uma rua de mão única. Mas não interessa.

O importante é que o evento foi muito bacana. Os filmes foram muito bons, muitos que eu não havia visto. O Ódio foi um deles. A obra de Mathieu Kassovitz retrata a tensão permanente entre imigrantes e franceses. A gente sai da sala de exibição pensando, "putz, a coisa pode convulsionar a qualquer momento! Se eu estiver por perto é bom que esteja armado para me defender." Pois é. Kassovitz soube explorar esse lado. Gravou em preto e branco, explorou bem as tomadas do subúrbio francês e consegui condensar o filme em um período de tempo muito curto. Coisas bem interessantes. O filme reinstala uma coisa que só se sente vivendo no subúrbio mesmo: medo da polícia. Os borrados dos apartamentos não sabem o que é isso. Mas funciona assim: mandam calar a boca, ir para parede e abrir as mãos. Depois te cheiram como se você fosse uma amostra do Boticário bem fedida e, se você não gostar, a mão vem no ouvido pelas costas. No outro dia, você vai lembrar de usar desodorante.

Se não bastasse as qualidades do filme por ele mesmo, Vicente Cassel, para mim, é um dos atores mais dinâmicos em atividade. Já fez desde filmes de Hollywood, "12 Homens e Outro Segredo", até filmes em português, À Deriva. Todos bons.

Bom. Esse ano tem mais ciclo de cinema. O professor Rubira disse que o roteiro já está pronto. Vamos aguardar a divulgação.


segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Verão: o amor lésbico está no ar

Nos cinemas aqui da Capitar está em cartaz Quarto em Roma, de Julio Meden (2010). Baita filme. Sempre tive uma queda por romances de verdade. Por "romances de verdade", entendam romances lésbicos. Claro, porque no século 21 só as mulheres são capazes de amar. Quando duas da mesma espécie se encontram, aí o amor acontece. Só dois anjos podem conhecer inteiramente a sexualidade um do outro, justamente por não terem sexo. É fabuloso!

Mas, como os jornais de Porto Alegre estão todos falando do filme de Meden, quero falar de outro "romance-bombril". Meu Amor de Verão é um filme mais velhinho: 2004. Mesmo assim, carrega aquilo que o cinema pode ter de mais bacana, as surpresas. Gravado com uma fotografia muito linda, no interior do Reino Unido, o filme de Pawel Pawlikowski é um grito de sensibilidade em meio a putaria generalizada do cinema americano. A obra vale cada segundo em lágrimas. Várias cenas do filme são gravadas com a câmera na mão (do jeito que eu gosto). Ateísmo versus religião, vida contra neurose, sexo batendo de frente com a hipocrisia. Assistam! E aproveitem o verão.


domingo, 14 de novembro de 2010

A Famosa Bettie Page

Hoje vi o filme da Bettie Page (2007). Ainda não parei para raciocinar direito. Ela virou a América de cabeça para baixo nos anos 50. Se a revolução sexual pudesse ser resumida em um nome, seria Bettie Page. Enquanto os biquínis ainda pareciam cortinas, ela já fazia fotos de bondage. O filme, dirigido por Mary Harron, tem várias chaves de leitura. Mas a sensibilidade com que foi feio não permite o mono-olhar do fetiche que Page provocou em nove, entre cada 10 homens (provavelmente o décimo fosse preferir os outros nove). Trata-se de um filme sensível e irreversível. Raras vezes, um filme biográfico conseguiu ser tão abrangente. Page foi uma figura tão comum que atingiu os maiores níveis do esquisitice. A produtora para qual ela trabalhou, a Pin-up, também acaba sendo parte importante no filme. A luta do mercado editorial erótico da metade do século passado não foi fácil. Se isso não fosse suficiente, Gretchen Mol nunca esteve tão perfeita. Um desavisado pode confundir a atriz de "Os Indomáveis" com a própria page.


quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Minha candidata

Como vocês já notaram, eu só faço campanha para quem merece. Levando em conta que nossos dois candidatos para o segundo turno estão valendo menos que um ingresso para assistir Tropa de Elite 2, estou fazendo campanha para a Tubiana 1825. Vote nessa cadelinha pelotense amada. Como o seu voto, a Ong A4, que cuida da Tubiana e muitos outros animais, pode ganhar uma tonelada de ração. A Ong é pelotense e tem poucos recursos. Como o apelo sentimental também vale numa eleição: a Tubiana tem um problema irreversível no olho esquerdo.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Je m'appelle Stella

Os fraceses são soberanos na ciência de retratar fazes complicadas da vida em filmes. Vi Stella um filme de 2008 que acompanha o cotidiano de uma pequena parisiense que mora em um bar. Aos 11 anos, ela sabe tudo sobre como as crianças nascem, as regras do biliar, as trapaças do poker, mas tem dificuldade com matemática e ortografia. A diretora Sylvie Verheyde reporta a frenética década de 90. Não vou escrever muito porque não precisa. Já disse, antes, aqui: só acho que um período pode ser compreendido 20 anos depois. Isso é fato. Stella consegue ser um bom retrato de uma época onde nós, de 20 e alguns anos, deixamos a parte mais importante da gente.

Vai o trailer:

domingo, 26 de setembro de 2010

Deveres positivos e negativos


Atendendo a pedidos, vou publicar um parte bastante pequena do meu TCC, que apelidei de Trabalho de Conclusão do C*, em virtude da trabalheira que está dando.

Trata-se do momento onde John Stuart Mill faz uma distinção bastante importante para a História da Filosofia Moral. Pessoalmente, penso que as maiores implicações da separação entre deveres positivos e negativos (respectivamente, chamados de perfeitos e imperfeitos) teve mais relevância no meio jurídico, pois é algo fundamental para o estabelecimento de critérios punitivos.

Outra advertência: meu trabalho tem mais de 30 referências bibliográficas. Livros que eu, realmente, li e citei. Não faço como alguns que colocam nas referências qualquer coisa apenas por saber que existe e diz respeito ao assunto. Nessa parte que eu resolvi expor aqui no Capeta, cito apenas a referência principal: uma edição esgotada da obra Utilitarismo, lançada pela Martins Fontes em 2000.

A dica é simples: leiam a obra inteira. Se encontrarem a edição da MF em algum lugar, terão a sorte de ler ainda uma obra introdutória escrita por Mill chamada A Liberdade. A tradução e a introdução são do aclamado Isaiah Berlin e não acho lá grandes coisas.

Segue o texto:

Verificaremos o conceito de dever como algo que pode ser exigido de uma pessoa. Dando ênfase ao verbo “exigir”, mesmo sem usar essas palavras, Mill trabalhava a distinção de deveres positivos e negativos:

não chamaremos de dever o que, segundo pensamos, pode-se exigir dessa pessoa. Razões de prudência, ou interesse de outras pessoas, podem contra indicar que efetivamente seja exigido; mas a própria pessoa, como facilmente se compreende, não tem o direito de reclamar (MILL, 2000, p. 252s).

Podemos, por exemplo, censurar o não cumprimento de deveres negativos como a benevolência e a caridade ao próximo, no entanto, não nos passa pela cabeça a noção de castigar os agentes morais que assim se comportam. Em geral, tudo aquilo que desejaríamos que fosse feito, mas não gera obrigação moral no agente é um dever imperfeito.


A distinção intuitiva entre certo e errado, pensa Mill, é a responsável por estabelecer essa divisão. Mesmo sem se ater a esse ponto, o filósofo considera o estabelecimento dessas duas classes de deveres fundamental para uma distinção posterior: “a meu ver, será possível perceber que essa distinção coincide exatamente com a que existe entre justiça e as outras obrigações morais” (MILL, 2000, p. 254).


A distinção entre a justiça e os deveres imperfeitos referentes à moralidade, no entanto, pode gerar um mal entendido. É preciso ficar claro que o autor não subordina em nenhum momento a justiça como sendo algo meramente incluído genericamente dentro das obrigações morais ou o contrário. Isso nos parece ficar claro na seguinte passagem: “onde quer que haja um direito há um caso de justiça e não de benevolência; e quem não situar a distinção entre justiça e moralidade em geral onde acabamos de situar acabará por não fazer distinção alguma entre elas e reduzirá a moralidade à justiça”.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Baby JJ


Que sou absolutamente indiferente ao pleito majoritário desse ano, não preciso avisar. Mas tenho minha pequena candidata para o concurso de bebês da Johnson's Baby. É a Laurinha! De Porto Alegre. Você pode dar um voto para ela por dia, o concurso está no ar até domingo. Não custa nada, não tem spam e não cai o dedo. É só clicar aqui e votar.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Documentário: Prisioneiros

O documentário a seguir foi produzido pela RBS TV. A direção é de Cláudia Dreyer. Nasci na região onde se passa essa história. Também sou descendente de alemães. Não sei se meus avós ou bisavós também foram perseguidos pela segunda parte do governo de Getúlio Vargas. Não custa lembrar que, na primeira metade do seu primeiro governo, Vargas manteve namoro firme com o Nacional Socialismo. Isso só mudou quando os ventos mudaram. Se o PMDB inventou o fisiologismo partidário, Vargas inventou o fisilogismo diplomático. Logo que Hitler teve seu projeto ameaçado e com chances visíveis de perder a Segunda Guerra, o Brasil se enfileirou às potências aliadas. Trocamos de lado para não ganharmos algumas bombas americanas na cabeça. Azar dos Japoneses.

Ps.: O figurante que aparece atrás da máquina de escrever é o Juca Fortes, poeta-inativo aqui desse blog. Rá!


quinta-feira, 24 de junho de 2010

Senhor Divino

Finalmente, essas esquetes geniais foram legendadas. Ateus, agnósticos e fanfarrões em geral, também, podem se divertir bastante no site em inglês.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Geneton: registro histórico



Carl Bernstein e Bob Woodward são as maiores lendas do jornalismo investigativo. Com dois anos de trabalho no caso Watergate, foram responsáveis pela queda de um presidente americano. Richard Nixon renunciou depois que a publicidade da "caixinha" de sua campanha ficou impossível de ser administrada politicamente. As páginas do Washington Post, onde os repórteres trabalhavam, entraram para a história. O feito foi muito bem retratado num filme maravilhoso: Todos os Homens do Presidente. Bernstein esteve no Brasil e foi entrevistado por outro grande repórter: Geneton Moraes Neto. O material é longo, mas vale cada palavra. Eis o link.

terça-feira, 6 de abril de 2010

O romance da história da filosofia

Em meio as leituras preliminares para meu trabalho de conclusão de curso, não tenho tempo para fazer muitas outras coisas. Mesmo assim, o hábito de ver filmes não pode ser colocado de lado. O Mundo de Sofia, best seller literário de Jostein Gaarder, foi fotografado em um filme do mesmo nível: meia-boca. Os pontos positivos valem o tempo empregado nas três horas de filme: gravado em norueguês (língua do autor), fotografia clássica e roteiro com começo, meio e fim. Todos esses pontos positivos podem ser revertidos negativamente, dependendo do olho do espectador. Mas os pontos negativos não têm volta: péssimos atores, falhas no roteiro e pouco critério para retratar o pensamento dos grandes nomes da história da filosofia. O filme originalmente foi produzido para ser uma série de TV reproduzida na Austrália. Aqueles que estudam filosofia com critério podem não gostar do filme (assim como muito criticam o livro homônimo) mesmo assim, é uma boa oportunidade para popularizar a mais importante e, ao mesmo tempo, mais ranzinza área do pensamento humano. Direção de Rik Gustavson. Assistam.

sábado, 3 de abril de 2010

A mulher perfeita

A Garota Ideal (2007), de Joshu de Cartier, é um filme de arrepiar. A suposta excentricidade do personagem principal, interpretado por Ryan Gosling, é levada aos extremos. Um homem na casa dos 30 anos, portador de uma fobia social potencializada muitas vezes além do suportável, compra uma boneca inflável e passa a conviver com ela como se fosse uma namorada real. Morador de uma cidade pequena e recatada, ele a apresenta para seus familiares e amigos, criando para ela uma personalidade bastante específica. A parte mais fabulosa do filme fica por conta da reação individual e coletiva da comunidade. O material é um choque de sensibilidade coletiva. Uma mistura de utopia com humanidade.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

"Big Brother" espiona com tecnologia Rio X

Os programas no formato Big Brother são uma das mídias mais polêmicas dos últimos anos. Foi justamente essa polêmica que inspirou o fotógrafo Nick Veasey. Ele acaba de lançar um livro onde usa o sistema de Raio X para registrar o cotidiano das pessoas. Essa é uma das fotos do livro. Nunca vi um grupo de funcionários tão reais. A imagem foi capturada em um prédio com diversos escritórios.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Dançando no Escuro

Não sou fã de musicais. Hair, considerado um grande clássico, achei um saco. Mas, ontem, assisti Dançando no Escuro. Obra do Lars Von Trier, protagonizado pela cantora-atriz Björk. Trata-se de uma mãe tcheca que busca nos Estados Unidos uma alternativa para sustentar seu filho e dar a ele uma alternativa de vida melhor, longe de uma doença hereditária que provoca cegueira progressiva. Todo o filme é fotografado com a câmera na mão. Tripés e gruas só são usados nos momentos de música e dança. Dá aquele ar de tensão que eu adoro. Roteiro comovente, música sensacional e final de arrancar lágrimas dos mais carrancudos. Obrigado, Tio Sid Pestano, que me emprestou o DVD.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Dica de blog


Gostei do trabalho da Tamyris Torres, jovem fotógrafa carioca. Eis o blog da moça. Mais texto que fotos, mas vá lá.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Belle e Chico

O blog anda meio parado - isso pra não dizer que está andando pra trás -, mas gostaria de recomendar essa dupla de irmãos franco-brasileiros: Belle e Chico.