quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Religião – Espiritualizar ou guerrear?

A humanidade sempre se viu dividida por cúpulas religiosas, não é de hoje que a sociedade se vê em meio a disputas, conflitos que se dizem ser "em nome de DEUS". Mas, Deus? O dicionário descreve como "criador e preservador do universo". Ok, temos agora uma contradição: Se Deus é uma entidade suprema, dita perfeita, com total poder de julgamento e supremacia, que visa à paz e o bem estar de seus pobres seguidores na terra, qual seria o sentido de guerrear, conflitar-se e destruir, usando seu nome? É aí que está a questão que ocupa grande parte dos problemas mundiais atualmente: a incapacidade de destingir religião de espiritualidade, o fanatismo e a irracionalidade diante de uma crença, diante da fé.
Os noticiários destacam incansavelmente noticias que já se tornaram tediosas por sua repetitiva menção na mídia: Guerras entre Judeus e Muçulmanos, na Palestina, conflitos entre católicos e protestantes na Irlanda, seqüestros de muçulmanos nas Filipinas, entre muitos outros, não citados com tanta freqüência na mídia.
Mas falar apenas dos conflitos oriundos da religião, seria total eufemismo com a gravidade do assunto em questão. O uso do nome de um ser divino em campanhas eleitorais ultrapassa os limites da estupidez. Do contexto religioso, é evidentemente anticristo usar o nome de Deus na política, pois, como bons seguidores de Jesus que esses (os políticos) se dizem ser, com certeza são regidos pelos mandamentos que seu Senhor os deixou, nos quais cita "não usar seu nome em vão".
Deixo aqui uma dúvida que gostaria, pois, fosse esclarecida: Porque religião não usa como lema principal a contradição? Sim, porque é somente isso que consigo enxergar em sua cúpula. Não me cabe aos olhos a compreensão dos conflitos entre duas religiões monoteístas, sim, monoteístas pessoas que acreditam em um único Deus. Quando se está em questão uma disputa entre religiões politeístas, é compreensível (não aceitável), agora, tratando-se de monoteístas, não tem se quer lógica. É jogar “Deus contra Deus”, dar à cara a tapa.
Talvez fosse necessário, deixar de lado a preocupação com as armas nucleares dos EUA, o poder do nosso honorável Jorge W. Bush, a falta de escolaridade do nosso tão humilde Lula (é claro que isso foi uma citação irônica), e prestarmos mais ênfase a historinha da espiritualidade, que para mim, deveria ser sinônimo de individualidade, e hoje, toma culpa por milhares de mortes de pessoas inocentes que talvez, morrem, tendo em sua mente idéias que podem ter sido proibidos de expressar porque sua "religião" não os permitiu.
Deixo este, com o apelo pelo direito individual de espiritualidade que nos deveria ser concebido no lugar as imposições que nos são destinadas desde nosso nascimento, através do que denominam “batizo”.


Melissa Resch

4 comentários:

Everton Macie disse...

Prabéns, flor.
Desse jeito quanto tiveres 30 anos, adeus marta medeiros!!

Jonas Diogo disse...

Talvez a grande pergunta seja: foi Deus quem criou o Homem ou foi o Homem quem criou Deus? Se a primeira, com certeza o ser humano esta de distanciando do criador ao promover guerra em nome de Deus. Mas se a resposta for à segunda opção, a guerra é um meio de impor a minha verdade (criada e não revelada) sobre a verdade do outro.
Há na minha opinião um fator a ser levado em conta. Toda a religião dá aos povos que acreditam nela uma série de princípios que formam a identidade deste povo. Com a degradação das regiões os povos ficam mais suscetíveis dominações estrangeiras. Basta ler os protocolos judaicos e visualizar isso claramente.

Anônimo disse...

eu ainda acho que a metafísica morreu.

encardida pra escrever essa moça, hein... muito bom o texto

Diogo disse...

parabéns ....ótimo texto ..essa moça tem o """dom""..sem coments !!