quinta-feira, 1 de março de 2007

O comércio de drogas deve ser legalizado?

Muito se fala em drogas e no uso de substâncias químicas nos dias de hoje. Quem nunca foi convidado a participar de uma palestra sobre drogas? Ou melhor, quem já não perdeu a conta de quanto já ouviu falar sobre o assunto? Agora eu pergunto. Algum desses palestrantes e professores já perguntou a você, qual a sua opinião sobre o tema? Por exemplo, já te perguntaram se deveria legalizar ou não o comércio de drogas?
Eu penso que sim. Deveria ser criada uma legislação especifica regulamentando a produção e a venda de drogas, e a importação de matéria-prima – quando não produzida no Brasil - para produção com fins comerciais no mercado nacional. Hoje o comércio de drogas constitui uma fonte de renda para jovens pobres que buscam nesta atividade, de forma desorganizada, ter uma ocupação profissional. É bom ressaltar que ela só existe porque há um mercado consumidor que garante a rentabilidade para quem investe no setor, da mesma forma como se dá com as drogas licitas como álcool e tabaco. O uso das drogas ilícitas faz menos mal a sociedade do que a falta de uma legislação que dê condições de trabalho e organize a atividade.
Tenho amigos que usam de forma moderada e que tem uma saúde e um comportamento tão perfeito e normal quanto àqueles que nunca experimentaram nenhum tipo de droga. Um deles um dia me disse que “é o usuário que faz a droga, e não a droga que faz o usuário”. Creio, até que me provem do contrario, que essa regra é a mesma para o álcool e tabaco. Meu pai toma vinho todos os dias e uma cervejinha no final de semana. E eu posso garantir: ele não é alcoólatra e nunca deixou de trabalhar um dia se quer porque bebeu demais nem aprontou por estar com “umas garrafas a mais na cabeça”.
Por isso educar os jovens a fazer uso moderado de drogas é mais barato e menos prejudicial à sociedade do que deixar o comércio sem regras e gastar milhões para prender traficante. As mortes em decorrência do trafico acontecem pela falta de regulamentação, sendo assim, resta a lei do mais forte onde quem pode mais manda mais. Ou temos coragem de admitir que só há uma saída, a regulamentação da venda de drogas, ou vamos continuar insistindo em na hipócrita legislação que classifica como crime?
Jonas Diogo

12 comentários:

Diogo disse...

jonas , mto bom o texto , mas poderia da o exemplo..de paises como a holanda ..onde isso ""funciona"" mto bem ..abraços !!

Rui Eloi disse...

Será que funcionaria num país onde qualquer tipo de medicamento controlado pode ser adquirido sem gandes dificuldades?
Acho que só mudaria o atravessador.

Anônimo disse...

Grande Rui, isso mesmo, o Brasil é muito atrasado culturalmente pra se pensar em algo assim, antes de liberar, precisa-se ter a certeza que os consumidores estarão fazendo a escolha de uma forma livre. sem apelações.

Anônimo disse...

Concordo que o Brasil é atrazado culturalmente para que seu povo tenha condições de fazer uma escolha livre. O que esperar de um pais que assite o Big Brother? Porém acho que as drogas como a maconha e a cocaina são tão prejudicias quanto ao cigaro que liberado. Se um pode porque o outro não?

Mel disse...

excelente abordagem.
...sem contar que centenas de drogas ilegais poderiam ser usadas na cura de doenças, até mesmo do cancêr. O que complica e causa um certo "recúo" a essa idéia eh o risco de abuso.
Mas com certeza futuramente nao vai ter cmo fugir a isso. Hj mesmo jah existem substâncias que são usadas na medicina, e que são extraídas de compostos de drogas, como da heroína por exemplo. A medicina avança, a ciencia avança, e provavelmente isso será inevitável...

paulo couto disse...

É um assunto polemico. Creio que precisa ocupar mais espaços de discussão inclusive nos governos.Mas eu ainda acho que é melhor não legalizar, e assim dicifultar um pouco o acesso a drogas pesadas.

everson disse...

A proibição não aumenta a dificuldade de acesso, pois podemos adquirir qualquer droga em qulquer esquina da mais remota ciadade. A proibição aumenta a curiosidade e o desejo de experimentar.

gelson disse...

Até que em fim alguém teve coragem de defender publicamente a legalização das drogas. Sergio Cabral governador do Rio. Teve um senador que defendeu uma legalização mundial um tempo atrás mas não evaluiu. Acho que vai demorar tempo para que isso seja aprovado.

luana disse...

Sou contra a legalização, pois quem me garante que o motorista do onibus que eu viajo ou o piloto do avião não "puxou" um cigarinho do capeta entes da viagem?

Anônimo disse...

Primeiro: nenhuma droga é liberada na Holanda. A maconha é AUTAMENTE tolerada.
Segundo: comparar nossa cultura à holandeza é o mesmo que comprar o congresso brasileiro ao congresso tailandês. Onde a corrupção não existe.
sem chance, piazedo. continuem fumando escondidinho e não me perturbem.

Ju disse...

Concordo com o Everson, não acho que a proibição dificulta o acesso às drogas. Todo mundo sabe como é fácil conseguir, e isso não é realidade só de grandes cidades! Proibir só "atiça" a curiosidade, como dizem, "tudo o que é proibido se torna mais gostoso".
Hj nada impede que o "motorista do onibus que eu viajo ou o piloto do avião" tenham "puxado" "um cigarinho do capeta entes da viagem", não é pq é proibido que vão deixar de fazer.

Penso que o dinheiro que investem com proibição seria ser muito melhor empregado se fosse para educação. Educação sim é o nosso problema, já que cada um é livre para escolher o que é melhor para a sua vida.

Anônimo disse...

o tabaco vicia tanto ou mais que a erva, mas é AUTAMENTE tolerado.