segunda-feira, 2 de julho de 2018

Poste mijando em cachorro


Resultado de imagem para poste mijando em cachorrosA internet - mais especificamente, as redes sociais - nos ofereceram algo inédito, antes visto apenas em alguns filmes violentos, criados para chocar. É a estranha sensação de que um poste pode mijar em um cachorro.

O status quo dessa excentricidade envolve o fato de que chegaram nas plataformas digitais uma geração atrasada em absolutamente tudo, inclusive, na capacidade de fazer pesquisas elementares, na própria internet. Gente que nunca saberia usar um e-mail foi colocada diante de plataformas amigáveis através de smart phones. Tão smarts que, inclusive, oferecem ao proprietário a oportunidade de não precisar fazer absolutamente mais nada a não ser distribuir likes e o, cada vez mais popular, crazy share: a mania louca de não produzir nada, mas reproduzir tudo com um aval de concordância, no alto de suas vassouras.

Aliás, bom seria se houvesse vassouras por trás deste movimento de mentecaptos. Na média, a maioria não apenas está apenas na maldita média, mas nunca teve a dignidade de fazer coisas abaixo da média, e isso é realmente algo impressionante. É um povo sem nenhum talento para trabalhos manuais, gente que nunca cortou uma grama, mas se sente parte do mundo da natureza, porque fez uma "pós-ead em separação de lixo". Isso os transforma em entidades muito acima do gari e, eventualmente, os transforma em fiscais de toda dubiedade.

A média, graças às redes sociais, aprendeu o que é um ad hominem, mesmo que não tenha tido a capacidade de reconhecer a diferença entre uma premissa contraditória e uma contrária dentro do quadrado lógico aristotélico. O resultado é o que a gente está vendo: todo mundo se transformou em fiscal de cu. Duas gerações inteiras de óbvios e pueris que exige "coerência" de pessoas que eles sequer teria oportunidade de conhecer, não fossem as redes sociais.

Chegamos num momento excêntrico onde a grosseira pergunta "você sabe com que está falando?" se tornou algo imperativo, pois não se trata de alguém ser melhor que os outros, mas apenas ser melhor que um conjunto de indigentes que pensa estar acima da média quando não serve sequer para coisas abaixo da média. É o apogeu dos inúteis, onde todos são concurseiros ou criadores de memes. Orientações sobre a vida alheia são a regra e a falta de consistência para levar a própria vida com alguma dignidade é a consequência de uma população inteira sem formação, mas preocupada com a falta de oportunidades, incapaz de criar as suas.

Era isso, meritíssimo. 

Nenhum comentário: