segunda-feira, 8 de julho de 2013

O Governo quer estatizar a vida dos estudantes de medicina. E só

Desmontem o sistema educacional desse país, chamem os ingleses e comecem outra vez. Está tudo, 100%, errado. O governo anunciou que os formados em medicina deverão trabalhar para o sistema público de saúde durante os dois anos posteriores aos cinco, tempo atual da maioria dos cursos de medicina do Brasil. A medida ainda precisa ser publicada no diário oficinal. E será. Com isso, Brasília quer cerca de 20mil profissionais na rede pública, ganhando uma bolsa que girará entre R$ 3 a 8 mil. O modelo passará a valer em 2015 e é inspirada no sistema de saúde inglês.

Tecnicamente, o médico ficará vinculado à instituição e ensino da qual faz parte até o final do chamado "segundo ciclo". E todo resto, como fica? Termos universidades e hospitais nos moldes da Inglaterra?

É correto pagar para estudar em universidades públicas? 

Na Inglaterra, of course, my hourse. Isso de "público = de graça" é invenção de algum macaco que não paga nada pra andar entre os cipós das árvores. Estudei minha vida inteira sem pagar. Se tivesse que pagar, não teria condições. Almocei ao lado de estudantes de medicina que dirigiam Audi A5 entre a universidade e o restaurante da universidade. A faculdade deles não era de graça: tinham apartamento mobilhada, carro, festinha, tudo pago pelo papai. Uma despesa entre R$4 a 5 mil por mês, quase o valor de uma mensalidade em uma instituição paga. O que precisa valer é um critério socioeconômico sério, real e com base em pesquisas válidas. Dá mesma forma, pagar R$5 mil de mensalidade na universidade particular e restituir R$2mil no Imposto de Renda não é algo justo. Enfim, justiça a última preocupação nesse meretrício que chamamos de país.

É preciso desmontar todo o sistema educacional do país e fazer TUDO outra fez. Não há nada certo. Simplesmente nada. Um modelo onde 'público' e 'privado' competem como dois cavalos mancos correndo no mesmo brete não serve pra absolutamente nada. 100% da educação é um bem público. O que há são instituições pagas e não pagas. E isso está errado. Mas não há macho pra mexer nisso. Porque é mais fácil estatizar a vida das pessoas do que afetar diretamente o bolso da elite financeira do país. Rico não paga universidade para o filho estudar medicina no Brasil. Não paga e pronto. 

Eu, sinceramente, me armo, individualizo-me e desisto.

Um comentário:

Rodrigo Martins disse...

Imagina coitado do médico recém formado! Uma bolsinhas de R$ 3mil é até risível! Um plantão noturno no SAMU de 12 o "doutorando", que pra mim é que faz doutorado, vá saber, enfim, o recém formado recebe R$1800! Querem colocar o coitado do médico para o interior para ganhar R$10 mil? Mas deixa vir os cubanos! Aí esse monopólio vai quebrar e esses custos vão baixar e muito. Vai melhorar o atendimento? Vamos pagar pra ver, pra variar.