Everton Maciel, de Pelotas
Geralmente, quando as pessoas querem dar opiniões sobre assuntos polêmicos, como descriminalização da maconha, pesquisa com células-tronco embrionárias humanas e descriminalização do aborto, elas pesam os argumentos a favor e os argumentos contra. Para o utilitarismo, a visão ética mais moderna, isso é burrice. Além dos prós e contras, devem ser levadas em considerações as conseqüências.
Um brasileiro que se julgue utilitarista deve se posicionar da seguinte forma: a favor do aborto; e contra o aborto, no Brasil. O aborto é bom. Ruim é correr o risco de fazer com que o aborto se transforme em método contraceptivo. As pesquisas com células-tronco são boas. Menos no Brasil, claro. Não podemos correr o risco de ter as intervenções genéticas acontecendo de forma positiva, adjetivando qualidades aos indivíduos que possuem pais que podem pagar por elas. Último exemplo: no caso das eleições com voto facultativo, isso é bom; mas, nesse país, se o sistema fosse implantado, teríamos o voto coronelista, ou seja, só iriam às urnas, aqueles que fossem obrigados por políticos corruptos.
Ser utilitarista é bom. Ruim é ser utilitarista no Brasil.
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