quinta-feira, 29 de abril de 2010

Mais uma eleição

Por Júnior Grings – Troteando pelo mundo.

Estamos próximos de mais uma eleição presidencial, junto com nosso ato de escolher nosso futuro Presidente, teremos a chance também de escolher Governadores, Senadores e Deputados. E o que mais me constrange nisso tudo é que mais uma vez vamos ficar longe, mas muito longe, de um debate político de verdade.

Talvez o período eleitoral seja justamente para discutir propostas, ataques pessoais mútuos e obras faraônicas. Entretanto, a exposição clara de cada partido pelo seu sistema político sempre fica comprometida. Parece que os grandes partidos nacionais não querem mostrar realmente seus ideais, os pequenos não têm espaço e nem prestígio para isso e os medianos ficam na espreita da cumplicidade.

Não se trata de comunismo x capitalismo. Estou falando de um debate sobre as verdadeiras obrigações do estado, os setores que o estado deve interferir ou aqueles que ele deve se retirar. Privatizar ou não privatizar? Estatizar ou desestatizar? Não são perguntas que devem ser respondidas por sim ou não, por farei ou não farei, por quero ou não quero.

Esse debate fica longe dos períodos eleitorais por assustar boa parte dos eleitores. Assim com boa parte dos temas políticos polêmicos e necessários. E com os políticos dizendo que não o fazem porque não é isso que os eleitores querem discutir. E enquanto isso, o tempo vai passando.

Um comentário:

Anatolio Pereverzieff disse...

Acho que esta idéia de comunismo x liberalismo está ou é "demodê". Explico, em parte: O assunto é complexo porque o comunismo só filia em seu partido quem é interessante e tem facilidade de manobrar os menos informados, como aconteceu na "Old Rússia" e agora em Cuba. Só é bom para os que estão no poder. Então a idéia de uma social democracia, sem os demagogos/políticos que dizem que tal governo vai privatizar tudo. E daí?
O Estado, e quando digo Estado falo do municipio, estado e união são péssimos gerentes. Não sabem gerenciar os bens públicos, não sabem lidar com as fortunas orçamentárias e muito menos gerenciar pessoas, nosso caso em análise!
Não tínhamos telefones quando era estatal. Era uma pouca vergonha o que acontecia com qualquer cidadão que precisava de um. Tinha de se humilhar para consegui-lo. Foi privatizada a companhia, barateou-se o preço, popularizou-se o uso.
O trem (rede federal) quebrou por falta de gerencimamento e lobbies de grandes empresas para não investir na porcaria do trem, do trilho, da máquina. Hoje está voltando vagarosamente e isto nos deixará melhores. Transporte barato, sem estragar o asfalto, porque haverá maior controle do peso dos caminhões. No nordeste brasileiro estão em operação vários trens intermunicipais, que levam 270 passageiros a cada viagem e usam a mesma linha férrea até então abandonada.
Isto é apenas um exemplo.
Temos umas das maiores bacias hidroviárias do mundo e onde estão os investimentos. Temos petróleo e temos o mais alto preço do mundo em combustíveis. Nosso esquema é este e como fazer para mudá-lo se o próprio governo isenta de tributos para que todos tenham seus carros populares?
Na Rússia comunista só tínham luxuosos veículos, preferencialmente Mercedes alemães, para os mandantes, proprietários de luxuosas "dachas". E,
Para os outros do poder, os Lada, com tecnologia de 1960.
Não podemos nos iludir com ideologias, se nenhuma delas presta sem riquezas geradas pelo trabalho aqui se fala em reduzir jornada de trabalho! Irônico, não?
Nós temos de fazer criteriosas análises para não carimos em armadilhas. Vale mais uma razoável liberdade do que um comunismo severo, radical, porque socializa a miséria e não reparte as riquezas.
Observemos e meditemos, é necessário!
anatolio pereverzieff
httP://anatoliop.blogspot.com