sábado, 3 de janeiro de 2009

As Barrancas que Li

Everton Maciel, de Santa Rosa

Acabo de terminar a leitura do livro Da Barranca, organizado por Beto Kieling, com textos de um time de ponta. O livro ficou ótimo. A equipe montada pela Associação Santarosense de Escritores atingiu o ponto principal deste tipo de livro: manter a qualidade dos contos do início ao fim. Sempre sinto um pouco de receio quando chega as minhas mãos um livro ‘organizado’ por alguém. Deve ser o vício da academia, onde pseudoautores montam um grupo de pseudopesquisadores, e criam um pseudolivro. Nesses casos, o material fica tão interessante quanto o sorriso desses pseudointelectuais. Da Barranca não foi concebido sob esse tipo de circunstância.

Li o livro dentro de um ônibus, em uma pegada de seis horas, tamanha a fluência do texto. Indistintamente, o estilo de cada autor conseguiu ser preservado, mesmo com uma retidão geral perambulando sobre toda obra. Isso só pode ser fruto de um conjunto incessante de discussões do grupo. Acertaram na mosca.

Ambientados às margens do Rio Uruguai, os contos são narrativas independentes com pontos paralelos: angústias, ressentimentos e sonhos de uma cultura bastante atípica. A antiga noção de ‘homem costeiro’ foi derrubada e, ao mesmo tempo, renovada. Tudo graças ao Da Barranca.

Não dá para acreditar que esse tipo de livro não seja editado em escala maior, atingindo um público mais amplo. O mercado editorial brasileiro é o fim do mundo. Tudo bem. Quem se interessar pelo material, pode entrar em contato com o e-mail do Clairto Martin, um dos autores.

Um comentário:

Paulo Gastal Neto disse...

Bahhhhh pior é que o cara é uma mala mesmo. Fiquei com uma frase dele...aquela em negrito...mas vi a propaganta da globo...o cara é mala mesmo. abc
pg