terça-feira, 6 de maio de 2008

Manhãs e bocas

Everton Maciel

Nesse momento, 10h em Pelotas, não existe uma nuvem sequer no céu, e a temperatura é de 16!

A manhã é um absurdo de linda. Fiquei 10 anos sem contato direto com as manhãs. Trabalhei fechado. Saia para rua correndo e voltava com pressa. Nem dava para manter uma relação descente com a parte bonita do dia.

Eu adoro o cenário urbano. Esse negócio de natureza eu deixo para aquela galera da caminhada pela maconha.

Sai pra lá!

Tenho alergia só de pensar naquele entrevero de mosquitos. Ar puro!? Deixa pros naturalistas. Eu quero é a urbanidade. Viva à civilização, às máquinas, os prédios!

Meu apartamento está todo aberto. Entra vento e muito, mas muito, sol. Os garis fazem a limpeza na calçada e as bocas de lobo pararam, há pouco, de soltar vapor da água fria que corria pelas torneiras dos prédios para o esgoto.

É sempre assim: as pessoas acordam e o vapor começa a sair. Elas vão para o trabalho e o vapor pára. O vapor da água fria nas bocas de lobo deixa um pouco da humanidade que as pessoas esquecem em casa antes de ir para o trabalho.

Deixa a humanização escorrer pela torneira, e vai trabalhar!

2 comentários:

Anônimo disse...

everton que visão poetica dos bueiros. cara, muito lindo mesmo... parabéns. inveja de poeta... nunca consegui perceber os bueiros desta forma. JUCA

Ana disse...

hahahahahahahahahahahahahahahahahahhahahahahahaah!!! O juca é uma figura mesmo... mas eu concordo com ele!!!