quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

O fim da profissão de repórter

da Redação

Não se trata de criticar colegas da Capital, mas o sinal de que o modelo convencional de jornalismo está se esgotando acabou estampado na 1ª página do Jornal Correio do Povo desta quinta-feira, 10 de janeiro.

O relesse, exatamente como foi emitido pela Secretaria de Saúde do Estado, está publicado abaixo da manchete principal, "RS intensifica bloqueio contra a febre amarela". A matéria foi copiada e colada. A redação do Correio sequer se deu ao trabalho de reescrever o material!

Vergonha para o Correio, que já foi um dos periódicos mais importantes do Brasil.

Muitos profissionais se animaram com chegada do Grupo Record. Pensaram que isso traria ânimo novo para a imprensa gaúcha. Erraram.

Infelizmente, a profissão de jornalísta-repórter esta sendo substituída, definitivamente, pela de assessor de imprensa. Lamentável. Todos são culpados: nós, jornalistas, sindicatos pelegos e, principalmente, os administradores dos veículos de comunicação social.

Quem perde é o leitor, que acaba sendo informado apenas com aquilo que as instituições querem que seja divulgado.

O Blog do Capeta lamenta.

4 comentários:

Anônimo disse...

essa é um pratica comum na maioria dos jornais do interior. para piorar a situação as redações são pautadas pelo comercial, geralmente, infestado de sangue-sugas que, na falta de orgumento oferecem até o C.. (a deixa pra lá)para vender um espaço.
para acabar com isso os jornais deveriam ser mantidos diretamente pelos seus leitores. mas isso não vai acontecer num pais que para para assistir ao BBB e "pular" no canaval.

Júnior Grings disse...

Eu paro para pular o carnaval, e nem por isso deixo de ler. Qt ao BBB, não assisto, mas isso é de cada um. Generalizar não resolve a questão.

Everton Maciel disse...

A generalização é parte fundamental do processo de conhecimento. O senhor Júnior é estudande de filosofia, e sabe disso melhor que qualquer outro. Quanto ao carnaval, já disse o que penso no "2008: um ano para muitas fantasias e disfarces".
Mas repito só pra registro: (...) Em fevereiro, todos, sem exceção, estaremos sendo disfarçados de sambistas... afinal, é carnaval! Uma festa nacional, que nada tem a ver com a cultura regional, mas que serve para a alemoada deprimida encher a cara, sem fazer nada de útil.(...)

Anônimo disse...

Não adianta vcs aí das grandes cidades viren quereren daren uma de intelectual pra cima da gente do interior... Fiquem vcs com suas filosofia e td mais. Deixem pelo menos nós aqui do interior manter a nossa tradição da comunicação que sempre foi essa, regionalmente falando e só agora vcs estão vendo.