quarta-feira, 11 de abril de 2007

A beira do Abismo

Júnior Grings

A grande maioria das escolas estaduais do interior do estado do Rio Grande do Sul estão agonizando. Não só pelo péssimo estado de conservação, ou pela falta de recursos e repasses do governo estadual. Mas também pelo crime educacional que se comete em nome da saúde financeira do estado.

A falta de professores em determinadas disciplinas é assombroso, sem poder contratar escolas são obrigadas a remanejar seus quadros, colocando, boa parte das vezes, professores sem a menor formação em algumas áreas. Isso quando os têm. Algumas instituições chegam ao ponto de liberar os alunos determinados dias pela falta de profissionais. Quando não trocam dias letivos por dias de mutirão de limpeza nas escolas.

Como sempre quem paga a conta é a população, em casos com esse, duas vezes. Recolhendo os impostos, e também déficit na formação dos cidadãos. Precisamos acabar com essa salada de frutas na educação pública já. Professores bem formados, motivamos e trabalhando dentro do seu quadro de especialização é o mínimo que o estado precisa manter. Do contrário nunca sairemos da crise.

2 comentários:

Andréia disse...

Realmente um absurdo,,,

Rui E.Arend disse...

Um dos espaços para a transmissão de valores é a sala de aula, desde os balbucios do jardim da infância até a cátedra pós-universitária. Para isso, os governos e nós também, deveriamos ter consciência da relevância da atividade diária da aula como um espaço de vivência exemplar e habitual dos valores a que aspiramos e que sejam definidos socialmente. O primeiro passo consiste em dar-nos conta da importância dos PROFESSORES. Coisa que principalmente o governo não faz. Por isso, TODOS DESEJAMOS UMA SOCIEDADE SOLIDÁRIA, COMPREENSIVA, TOLERANTE, JUSTA E PARTICIPATIVA e lamentávelmente nunca a teremos.